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Para atender ao chamado de duas mulheres da minha tribo, foi necessário ler um apanhado de crônicas escritas por meses, onde eventualmente estou presente como personagem não identificada, em outras me reconheço pela recorrência do meu existir que se assemelha ao existir de outras mulheres, separadas por cor, faixa etária e classe social, mas próximas pela experiência de violência, muitas delas silenciadas em nós.

 

Fomos condicionadas a acomodar o grito na boca do estômago, a dar destaque ao choro e a espremer nossa existência para atravessar o buraco da agulha que costura tecidos surrados por homens e lavados por nós com água, esquecimento e sabão, à fissurar nossos corpos em partos violentos, ser a puta do café da manhã ao boa noite.

 

E quando remontamos nossas liberdades em fechaduras e frestas que engaiola nossa grandeza e o superlativo do ser feminino, esse ser de natureza extraordinária, que sangra, que dá leite, que é de uma experiência extrema e de radicalidade desconhecida, entramos em contato com um lugar novo, que nos mostra que não somos pássaros de gaiolas.

 

Lembramos que o pássaro não pertence à gaiola.

 

Quando algumas mulheres nos apresentam o feminismo como uma potência de voo e apontam nossa força para cima, recebemos ainda mais violência, e por isso, muitos desses textos publicados em rede social receberam diversos ataques direcionados às suas autoras, mulheres vocacionadas à destijolar muros que nos separam.

 

O patriarcado nunca dorme.

Presenças Feministas em Crônicas

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